sábado, 4 de julho de 2015

"Os medicamentos são os mesmos de quatro anos atrás, e o controle segue bem ,Graças a Deus."

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      Movimentos involuntários e exames em que se tem que permanecer parado



                                                                        Foto google



 Faz  quase doze anos que recebemos o diagnóstico de Tourette .

 E antes da confirmação da síndrome, meu filho fez diversos exames para excluir outras síndromes ou doenças. E um desses exames foi o eletroencefalograma. Este realmente me deixava apreensiva.

Para uma pessoa sem movimentos involuntários o exame é bem simples, basta ficar parado. Mas para meu filho era um exame muito estressante .

Como uma criança com tantos movimentos involuntários ia conseguir ficar sem se mover por tanto tempo?  Não era o próprio médico quem fazia o exame, então os profissionais que executavam o exame não tinham paciência e nem entendiam  porque aquela criança não parava de se mexer, por mais que eu dissesse que os movimentos eram o motivo pelo qual ele estava ali, fazendo o exame ,não adiantava. Nunca conseguimos concluir esse exame.

Como a vida dar voltas, seis meses atrás foi necessário que meu filho fizesse uma ressonância(não por causa da Tourette e sim por causa da leucemia) e então pensamos logo em como ia ser, parece que algumas lembranças de pais não se apagam né? Não queríamos que ele passasse por mais esse estresse.

Quando nós informamos a médica responsável pelo exame, que ele tinha síndrome de Tourette ,ela nos informou que ele teria que ser anestesiado, sem chances de fazer acordado. Assim foi a primeira.
 
Mas o que eu quero compartilhar com vocês é que seis meses após , esta semana, fizemos outra ressonância e os responsáveis por esta, resolveram testar sem anestesia, com ele acordado. E ele conseguiu .

Claro que ficamos ansiosos, ele também ,mesmo sem dizer que estava eu sabia que sim.

Quando o exame acabou , a primeira coisa que ele disse foi : -Eu rezei o tempo todo.
 
Eu tinha que dividir isto com vocês!!

Mesmo com o estresse de quimioterapia, de se ter leucemia , os tiques não pioraram.

 Continuam controlados, os medicamentos são os mesmos de quatro anos atrás, e o controle segue bem ,Graças a Deus.

Conclusão que eu tirei : a síndrome é difícil, mas o caminhar é constante. Eu peço a Deus para encontrar anjos de boa vontade que queiram exercer com amor a profissão , sem medo de tentar como esses que encontrei.

DT

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